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ARTIGOS

CIGARRINHA DAS PASTAGENS

A denominação cigarrinha-das-pastagens inclui um complexo de espécies em diferentes regiões do Brasil. Devido a esta diversidade, bem como da diversidade de ordem geográfica e climática do país, discutiremos os gêneros de maior importância em pastagens nas regiões Central e Norte.

 

 

Os gêneros Zulia (Zulia entreriana), Deois (Deois flavopicta e Deois incompleta) e Mahanarva (Mahanarva fimbriolata e Mahanarva posticata) e suas espécies citadas são os de maior importância nas regiões Central, Sudeste e Norte, causando enormes prejuízos em áreas de pastagens.

 

 

 

A ocorrência das cigarrinhas coincide com a estação chuvosa do ano. Trata-se de um inseto multivoltino (várias gerações no ano), sendo que o número de gerações é função da duração do período chuvoso. Normalmente a ocorrência predomina principalmente entre os meses de outubro a março.

 

A eclosão das ninfas, provenientes de ovos em diapausa (Período de dormência espontânea, independente das condições do ambiente, com interrupção das atividades de desenvolvimento, num embrião, larva ou pupa, ou com suspensão da atividade reprodutiva em um inseto adulto) tem seu início por ocasião do princípio da estação chuvosa. Em geral estes ovos são ovipositados no solo, nos restos vegetais ou nas folhas mortas ainda presas às bases das plantas, situação muito comum em pastagem formadas, já que estas estão em constante senescência e formação de novas folhas.

As ninfas, após a eclosão, alojam-se nas bases das touceiras, junto ao solo, onde permanecem envoltas ou protegidas por uma massa espumosa, produzidas por elas, até a emergência dos adultos. Estes se acasalam, ocorre a oviposição e dão origem a uma nova geração. O ciclo ovo a ovo varia com as diferentes espécies, mas, em geral, perdura ao redor de 58 dias (período de incubação: 15 dias; período ninfal: 40 dias; pré-oviposição: 3 dias). Atribui-se uma longevidade média de 10 dias às cigarrinhas adultas.

 
Danos causados

As cigarrinhas causam dois tipos de danos às forrageiras. Primeiramente, as ninfas, sugam constantemente a seiva produzida pela planta, causando um amarelecimento que começa pela base até se estender a toda planta. O segundo tipo de dano é causado pela cigarrinha adulta, que se alimenta nas partes verdes e nas brotações da planta, causando um fitotoxidade reduzindo os teores de proteína bruta e minerais, com conseqüente queda na qualidade nutricional da forragem.

Os danos do inseto variam com a espécie de gramínea atacada. Existem espécies que possuem características morfo-fisiológicas que afetam negativamente o desenvolvimento do inseto, assim como espécies de capins que apresentam tolerância ao ataque destes insetos, mas, que se constituem como hospedeiros dos mesmos.

 

Forrageiras resistentes

As cigarrinhas podem viver em quase todas as gramíneas. Existem, no entanto, espécies que possuem características de resistência à praga. A constituição morfológica de algumas plantas forrageiras pode formar uma barreira física ao ataque da cigarrinha, impedindo ou dificultando a penetração do seu aparelho bucal. Algumas forrageiras mostram-se resistentes por apresentarem características que dificultam a propagação da praga, como pilosidade, rigidez dos tecidos do colmo e produção de alomônios (Aleloquímico ou Substância química para defesa da espécie emissora em relação a outra espécie) de alimentação.

Dentre as espécies de gramíneas plantadas e resistentes podemos citar o Andropogon gayanus ou Capim Andropogon, a Brachiária brizantha cv. Marandú e a Brachiária brizantha cv. Xaraés (MG5). Os panicuns Mombaça e Tanzânia também apresentam resistência ao ataque das cigarrinhas.

É oportuno fazer referência às Brachiárias humícola cv. Humidícola e Brachiária humidícola cv. Llanero (Dictyoneura) no que diz respeito a sua resistência. De fato estas gramíneas apresentam alta resistência ao ataque das cigarrinhas, mas, também se constituem em plantas hospedeiras de alto potencial de sobrevivência e multiplicação desses insetos. Importante frisar que esta informação tem o objetivo de orientar consórcios muito comuns na reforma e ou formação de pastagens. O ideal é que estas duas gramíneas constituam consórcios com outras gramíneas resistentes como as Brachiárias brizantha Marandú e Xaraés e não com gramíneas de alta suscetibilidade como a Brachiária decumbens cv. Basilisk.

 

Controle

 

Na maioria das vezes, o produtor constata o ataque das cigarrinhas e seus conseqüentes danos (amarelecimento ou morte aérea do capim) aproximadamente três semanas após do início ou presença das primeiras gerações causadoras da sintomatologia constatada.

 

Considerando que a longevidade média dos adultos está ao redor de 10 dias, quase toda a população responsável por aquele dano já terão morrido o que inviabilizaria a aplicação de inseticidas químicos ou mesmo biológicos.

 

É importante o produtor conhecer o histórico da área, de como foi o ataque no ano anterior, já que este inseto tem como característica o processo de diapausa citado anteriormente. Se o ataque foi intenso certamente uma alta população é esperada após o início das chuvas e retorno da umidade do ar e do solo.

 

O manejo da altura do capim é uma das maneiras de controle já que se rebaixadas não irão proporcionar ambiente favorável a formação das espumas protetoras das ninfas. Importante observar que o rebaixamento excessivo principalmente em pastagens e em solos de baixa fertilidade irá prejudicar a rebrota e a capacidade de suporte do capim.

 

O uso do controle biológico torna-se uma das opções mais viáveis tanto para áreas já formadas como nas formações novas. Estes produtos são formulados com o fungo Metarhizium anisopliae que ocorre naturalmente no ambiente. Empresas como a Biocontrol e a Itaforte comercializam estes produtos que devem ser aplicados quando a infestação alcança de 5 a 7 espumas/m² ou 3 a 5 adultos/m².

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esses produtos devem ser aplicados com umidade do ar e do solo em condições normais, antes da ocorrência de chuvas ou da regularidade destas não é recomendável a aplicação destes produtos. O ideal é obter informações prévias junto aos fabricantes antes da compra para assegurar se as dosagens planejadas são recomendadas e eficientes.

 

Quanto a utilização de inseticidas químicos, é relevante conhecer a espécie da cigarrinha, em função do registro do produto como também do custo dessa operação. Buscar informações junto a profissionais experientes a nas lojas de produtos agropecuários sobre quais produtos poderão ser aplicados. Se a opção for pelo controle químico vale avaliar as condições da pastagem, se em áreas novas reformadas ou adubadas para médias a altas lotações certamente passa a ser viável a aplicação, se em área mais antiga de mais de 5 anos de pastejo e sem correções de manutenção vale avaliar primeiramente a capacidade de suporte e conseqüentemente sua lotação, estimar o ganho médio individual (por cabeça) em kg vivo, para obter sua produtividade por hectare, aí sim avaliar se os custos da aplicação resultará em manutenção da produtividade (ganho em kg de peso vivo) ou, se não irá compensar pelos baixos índices de produtividade da área.

 

O custo da aplicação deve considerar o custo do herbicida, o custo da hora máquina (diesel, operador e manutenção do trator) ou o custo terceirizado da aplicação (mais prático), somados e comparados ao ganho de kg vivo/hectare daquela área ou o que deixaria de produzir caso a área fosse afetada.

 

Considerações finais

 

O objetivo deste artigo foi tão somente discorrer de maneira sucinta sobre as cigarrinhas-de-pastagens, entendendo que esta praga causa danos de alto impacto em diversas propriedades. Importante é o produtor conhecer o inseto no seu ciclo, o momento em que inicia os danos e poder ter uma expectativa da viabilidade do seu controle.

 

 

Recomenda-se que o produtor busque mais informações junto a órgãos de pesquisa e profissionais de larga prática de campo para formação e elaboração de um planejamento de manejo e controle das cigarrinhas.

Alexandre Vieira de Almeida - Eng. Agrônomo

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